A NECESSIDADE DO ESCRITOR DE SEMPRE SE APRIMORAR

Esta semana, durante um bate-papo com outros profissionais do mercado literário/editorial, um dos assuntos que entrou em pauta foi a necessidade do escritor de estar sempre se renovando, sempre buscando conhecimentos, técnicas, novos modos de contar suas histórias.

Uma das conclusões que nós chegamos foi que não há escritor, não importa quantos livros tenha escrito ou publicado, que possa dizer que sabe efetivamente tudo sobre a arte do contar histórias. E com os milhares de anos que tem a humanidade, desde as rodas em volta da fogueira em que os caçadores inicialmente contavam, depois encenavam suas caçadas ao restante da tribo, até o livro, série de TV ou filme mais recente lançado, há sempre algo para se aprender desta arte que é entreter alguém contando uma história.

Tão válido como na vida é na literatura palavras como as de Aristóteles: “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete” ou o conto oriental em que um sábio foi a um mosteiro Zen em busca de conhecimento e, enquanto o monge servia chá, ele tentava impressionar o mestre comentando sobre suas experiências, interpretava histórias e tradições, divagando sobre processos de aprendizado. E enquanto ele falava, o monge continuava enchendo seu copo, até que este transbordou, e o chá começou a espalhar-se pela mesa inteira. E quando o sábio questionou se o mestre fazia não percebia que o copo já estava cheio e que nada mais cabia em seu interior, o mestre respondeu – Você é como este copo. – então questionou – Como posso ensinar-lhe algo, você já está cheio?

É exatamente por isso que eu não só continuo sempre lendo, me desenvolvendo como escritor, assim como fazendo vídeos no YouTube do Aliteração para ajudar outros escritores. Afinal, já coloquei que não só tanto como autor sinto essa necessidade como sei que diversos escritores, em especial os que buscam se profissionalizar, também sentem; mas também porque, como editor, recebi muito material que efetivamente precisava ser melhorado para sequer ser analisado por uma editora.
E não é nem o caso de textos com erros gramaticais, com histórias furos ou mal escritas, mas muito antes disso, com uma apresentação inicial falha, que ignorava totalmente as regras da casa e que devido a isso sequer foram lidas.

Como eu já disse mais de uma vez em palestras, cursos, artigos e vídeos a sobre o mercado, a questão na maioria das vezes não é nem ter respeito para com a editora para qual você está enviando seu original, o que é essencial! Mas respeito para com seu próprio original. Afinal de contas, se nem o autor respeita o projeto que envia à editora, porque o editor deveria?

Foi por razões como essa que decidimos criar o Aliteração. Pois é de interesse de todos, sejam eles escritores, editores e leitores, que o mercado nacional se profissionalize. Afinal, só assim nosso mercado se desenvolverá de modo a se equiparar ao mercado literário/editorial internacional.

E não se esqueça de continuar escrevendo sempre! Pois é através da pratica e do estudo que você se tornará um escritor profissional.

Deixe um comentário