SERÁ QUE O POLITICAMENTE CORRETO (WOKE) JÁ CHEGOU ÀS EDITORAS?

Que Hollywood está mais politicamente correto/woke do que nunca, isso só não vê quem não quer, mas… será que o mesmo acontece com as editoras?

Apesar de nem menos, especialmente para o leitor desatento, infelizmente a resposta é sim! E já há pelos menos meia década.

Estava dando uma olhada nas postagens de serviços que sempre surgem nos grupos de escritores e novamente vi uma pessoa apresentando “leitura sensível”
Me recordo que ouvi falar do termo já faz uns 5 ou 6 anos, pelo menos, quando li um artigo em inglês dizendo que as editoras estariam contratando “leitores sensíveis” para que os mesmos indicassem conteúdos potencialmente ofensivos

É… parece que a geração que dizia que “paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas palavras nunca me afetarão” está se tornando cada vez mais rara. Agora fantasias infantis podem ser “apropriação cultural”, palavras podem ser “racistas”,

Quer dizer, eu entendo que escritores busquem leitores betas especializados em algum aspecto de suas obras para melhorá-las. Eu mesmo já comentei a respeito como uma parte importante da pesquisa e desenvolvimento do original, mas quando editores vem dizendo que a indústria reconhece que isso é uma preocupação real e que esses leitores sensíveis surgiram para representar grupos marginalizados, especialmente quando o autor não faz parte desse grupo, já dá para ver que a coisa está totalmente fora de proporção.

Um exemplo disso é que alguns desses “leitores sensíveis” já disseram se sentirem incomodados ao “ajudarem autores brancos” a escrever personagens negros, pois seria um “roubo cultural”.
Como funciona, então?
Se o escritor não coloca negros na trama, “a história não é diversa o bastante”. Se eles colocam “é apropriação cultural”, mesmo com elas pagando para esses “leitores sensíveis”.

Cada vez que eu ouço “minorias”, “leitores sensíveis”, “cuidado para não ofender” a única palavra que me vem à cabeça é CENSURA!
Imagino se grandes sucessos como The Animal Farm ou o quadrinho ganhador do Prêmio Pulitzer MAUS, só pra dar dois exemplos, fossem publicados pela primeira vez agora e caíssem nas mãos destes editores “politicamente corretos” e seus “leitores sensíveis”.
Como assim você vai fazer uma metáfora colocando que comunistas ou poloneses são porcos? Isso é ofensivo! E judeus como ratos, então? Não pode! Já imaginou?

Um exemplo mais ou menos recente aconteceu quando a autora de J.K. Rowling falou a respeito das tradições Navajo em seu “História da Magia na América do Norte”, gerando uma discussão completamente sem sentido de “apropriação cultural”.
É engraçado que usar tradições Navajo seja “apropriação cultural”, mas mitologia grega ou nórdica não é! É muito dois pesos e duas medidas!

Me lembra, inclusive, uma discussão que vi há algum tempo na qual brasileiros não poderiam escrever fantasia medieval, pois o Brasil não teve Idade Média. Como contra fatos não há argumentos, eu respondi perguntando “você gostou de Guerra dos Tronos?” Quando a pessoa disse que sim, eu completei “o George R R Martin é norte americano. Eles também não tiveram idade média.”

É…

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