O Exorcista do Papa, resenha de filme

Bom, estamos nas proximidades do Halloween e falar de terror é algo normal. E olha que eu
não sou muito fã do gênero. Apesar disso, quando li sobre o filme, decidi que gostaria de
assistir e assim o fiz. E aproveitando a data, resolvi postar a resenha.
O que me interessou, foi que o mesmo foi baseado numa pessoa real, o padre católico
Gabriele Amorth que foi um exorcista da Diocese de Roma, um dos fundadores da Associação
Internacional de Exorcistas e cujo trabalho em demonologia e exorcismo, com livros
publicados, inclusive, rendeu-lhe reconhecimento internacional.
Ele, inclusive, afirmou que haver realizado dezenas de milhares de exorcismos durante sua
carreira (o que meu deu a ideia de quase uma versão real de John Constantine). E como a
história era baseada nas memória de Gabriele Amorth “An Exorcist Tells His Story” e “An
Exorcist: More Stories.”
A história já começa bem, pois mostra o padre Gabriele (interpretado brilhantemente por
Russel Crowe) tirando o demônio de um rapaz, colocando-o num porco, que logo após é morto
com um tiro na cabeça.
O próprio filme, de terror evidentemente sobrenatural, brinca com a realidade quando,
chamado numa espécie de corregedoria, ele diz que não tinha feito um exorcismo, era só um
teatro para ajudar ao jovem. Mesmo assim os padres o criticam por aquilo e, num tom de
desdém ele os manda falar com seu chefe (pois, como ele é exorcista da arquidiocese de
Roma, seu chefe é o papa em pessoal).
A história segue e ele é chamado para ajudar uma família (uma mãe, uma filha e um filho) no
interior da Espanha e descobre que o garoto, que tem uns oito anos, está possuído por um
demônio muito poderoso que usa os pecados e arrependimentos do padre Amorth e do padre
da cidade, que fica para ajuda-lo, para destruí-los.
Deste ponto o filme termina se diferenciando dos demais filmes de terror, pois apesar de
abusar dos clichês de terror, como pescoços torcidos, corpos sendo arremessados, olhos
revirados e vozes guturais, a trama, que mostra uma conspiração da Igreja para esconder os
terrores que aconteceram durante a Santa Inquisição, mantém a qualidade da trama.
O elenco todo, inclusive, está excelente na produção! De Russell Crowe, que atua bem tanto
em inglês como em italiano (fazendo inclusive sotaque quando fala inglês), como Alex Essoe e
Laurel Marsden a mãe e filha, assim como Daniel Zovatto, que faz o padre local, têm ótimas
atuações. E não podemos esquecer de Peter DeSouza-Feighoney, que faz o jovem possuído,
cuja atuação é incrível.
Como é baseado em memórias, ao contrário do que costuma acontecer com filmes de terror,
em que muitas vezes o roteiro se perde da metade para o final, aqui a história vai bem desde
início ao fim, com o padre Gabriele lutando até descobrir o nome do demônio, (spoiler alert), o
que normalmente é necessário para se fazer um exorcista, para o derrotar.
Eu poderia contar mais, mas não quero ser estraga prazeres, então digo que apesar de não ser
muito fã do gênero, gostei muito e recomendo O Exorcista do Papa. Assista, pois vale muito a
pena!

Deixe um comentário