ESTÁ EM DÚVIDA? ENTÃO VERIFIQUE A EDITORA ANTES DE ENVIAR SEU MATERIAL

Nestas últimas semanas o Aliteração tem recebido muitos questionamentos a respeito de algumas editoras por parte de nossos clientes. E foram tantas que eu resolvi falar a respeito aqui. Isso, pois mesmo não podendo comentar nada a respeito das mesmas, afinal de contas não verifiquei nada de negativo a respeito das mesmas na internet.

Mesmo assim tenho que concordar que quando a editora se diz “tradicional”, ou seja, que não trabalha produzindo livros “por demanda” ou pagos pelo escritor, é estranho que ela responda uma mensagem dizendo que ‘produz capas e diagramação de qualidade e faz os trabalhos de revisão, assim como consegue o ISBN (código internacional necessário para que o livro seja colocado à venda) junto a Biblioteca Nacional’.

Eu já fui editor e tenho que dizer: ISSO É O MÍNIMO! Quer dizer, basta raciocinar um pouco: o inverso disso seria terminar com um livro com uma capa sem qualidade, mal diagramado, que não pode ser vendido em lugar nenhum e o pior, com erros de português.

Ou seja, na realidade isso não somente depõe contra a própria editora, como também dá um tom de editora “por demanda”, pois neste tipo de publicação normalmente o escritor só possui o texto e a editora oferece serviços que a distinguem de uma simples gráfica. Assim, além da publicação do livro, eles oferecem serviços a parte de revisão, diagramação e capa.

 “Serviços” esses que nem deveriam constar num carta de resposta de uma editora séria! Quer dizer possuir esses “serviços” é o mínimo para que um livro seja considerado como tal. Sem isso ele não seria “um livro”. Seria o mesmo que o autor colocar na apresentação que seu original tem começo, meio e fim; que existe coerência na história e que a mesma se sustenta até o final.

Eu sei que, como eu mesmo já comentei mais de uma vez aqui, os editores consideram que 95% dos originais não está, por um motivo ou por outro, pronto para o mercado. Mas o autor acredita. E venhamos e convenhamos, na verdade não é que “o original não está pronto para o mercado”, mas simplesmente o editor não conseguiu ver o potencial de vendas do livro. E eu digo isso porque se considerarmos aquela lenda de que Harry Potter passou por dezenove editoras antes de ser aprovado, ao menos uma parte dos dezenove editores que se recusaram a publicar pode haver pensado que ele “não estava pronto para o mercado” (considerando que algum deles possa ter tido a humildade de aceitar que não sabia como fazer para fazer aquele original chamar atenção nas livrarias).

Mesmo assim esse não é o ponto aqui. Eu repito o que já comentei a respeito inúmeras vezes:

– Antes de enviar seu original, ou de assinar o contrato de publicação de uma editora, aproveite a facilidade que é a internet para pesquisar a respeito dela.

– Veja se existe alguma reclamação sobre mesma, procure nos sites das livrarias se elas tem o produto em catálogo (e ligue para ver se tem em loja, porque sem aparecer nas gôndolas o livro não vende).

– E finalmente entre no site da própria editora (ou das livrarias) e em alguma rede social e tente entrar em contato e questionar a respeito da editora com alguns de seus autores.

Afinal de contas, é melhor prevenir do que remediar.

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