A saga da personagem Alina prossegue e as dificuldades em liderar o Pequeno Exército, além da busca dos amplificadores de poder Grisha, aumentaram. Além de lidar com a constante pressão em aumentar seu poder para enfrentar os avanços do Darkling, que se rebelou e voltou-se contra o Rei de Ravka. Junta-se também com o fanatismo gerado por conta do sacerdote, que tenta manipulá-la, aprisionando-a como uma Santa.
Apesar no segundo volume, a busca pelo segundo amplificador ter sido até rápida, nesse terceiro volume caminha a passos lentos, mas cozinhando o leitor na expectativa do inevitável sacrifício tanto dela quanto à surpresa reservada perto do final.
Há momentos em que os conflitos emocionais entre os protagonistas, Alina e Mali, se tornam verdadeiras contendas de imaturidade juvenil, foram colocadas para que criasse a expectativa que levaria ao final esperado de todo romance clichê. Apesar disso, mesmo os mais críticos a esse tipo de clichê, não há como não ficar aliviado e até feliz com o final esperado.
Mesmo com tantos personagens, alguns que foram bem carismáticos, tal como o príncipe Nikolai, mesmo o vilão Darkling, Bagra, etc. Outros foram um tanto simplistas e rasos. Mas os que cativaram, estes puderam ter um destaque razoável.
Há certos aspectos e detalhes dos poderes Grishas que foram pouco aprofundados, apesar de serem interessantes toda cultura e mítica criada em torno deles. Algumas histórias de vida de Grishas soam como personagens de literatura russa, notória pelo drama de vidas trágicas.
Acredito que a premissa da trilogia foi bem atendida, na proposta de ser uma fantasia com aventura com detalhes exóticos e criativos, com dramas emocionais que sai um pouco acima da média do que é um romance juvenil, apesar de alguns deslizes quanto ao ritmo e conflitos emocionais de certos personagens, além de erros de falta de descrição e estratégia militar em certos momentos.
Mesmo que haja leitores “experientes” que classificaram negativamente essa trilogia, que se valeram de comentários de outros para não recomendar a leitura por conta de erros que a escritora confessou, quando virou a trilogia virou uma série para o Netflix.
Convenhamos, se a toda crítica negativa deixamos de ter a experiência de comprovarmos se um livro é bom ou não, o que seria de um leitor que quer ao menos uma leitura que no mínimo daria momentos de entretenimento em suas rotinas?
Portanto, mesmo que leitores que se acham experientes opinem a respeito, vale mais o leitor comum ter sua própria experiência de leitura. Afinal, em cada um reflete-se de maneira diferente as impressões que cada livro pode proporcionar em suas mentes e corações.
Fizemos um vídeo no nosso canal no Youtube, comentamos sobre cada livro e também da série baseada nos livros da autora, que está no Netflix
Se quiser assistir, clique AQUI.